17.8.15

Livro - A Mulher de Trinta Anos

Fotografia de Cássia Xavier


Autor – Honoré de Balzac
Editora Martin Claret 
Tradução Herculano Villas Boas. (Achei ótima a tradução porque ele acrescenta passagens importantes da História nas anotações de rodapé.)

Porque vale a pena ler?
Se você tem mais de 28 anos (beirando os trinta anos), consegue entender, pois já sente ou vai sentir a cobrança externa e a ansiedade interna sobre o futuro da sua vida amorosa. A “Mulher Balzaquiana” muitas vezes está realmente dentro da maioria de nós, mas talvez nos damos conta tarde de mais, por isso a leitura só acrescenta. Claro que tem toda interpretação e o sentido que cada uma dá para a história, mas a mensagem é única e graças a Balzac, universal.
Com perdão antecipado à brincadeira, Balzac deveria ser o Santo Casamenteiro, assim pelo menos não haveria castigo para o santo pelo desespero de casar. O Santo Balzac com certeza nós guiaria para o caminho de nossas verdadeiras necessidades.
Não se prive de descobertas, de experimentar, se o seu desejo é casar, então se case, mas antes de ficar o resto da sua vida com a mesma pessoa, se permita conhecer e adquirir um pouco mais de maturidade emocial e física. Entenda seus gostos e seu corpo e aprenda a respeitá-los. Você tem esse direito e quem lhe rouba isso é a sociedade machista em que vivemos. O ideal é se conhecer primeiro para que não fique acorrentando a mulher dentro de si, para agradar aos outros.
Seja livre nas suas escolhas. Vivemos pressionadas a namorar, casar e ter filhos e isso é algo que vem desde a infância, o que nos leva a criação dos filhos, na formação de novas mulheres e homens. Pense nisso se você é mãe, o que você deseja para sua filha? Infelicidade e submissão? Apenas por conta da convenção social?
Devemos parar de julgar e condenar umas as outras, falamos tanto da lealdade entre homens e no entanto deveríamos nos unir muito mais, nos defendermos, sermos leais a nossa condição de mulheres. A história condenou a mulher a ser tudo o que a sua natureza não é, então alguma coisa está errada, vivemos um desequilíbrio. “A mulher de trinta anos” vai mostrar exatamente essa natureza dentro de nós, e que sufocá-la só nos faz magoar à nós mesmas e aos outros. E muito pior, vamos passando isso a diante de geração para geração!